21/02/2012
Cinco pontos de partida para rediscutir o ensino público

Primeiro: desenvolver um novo paradigma sobre a capacidade humana, algo que possa satisfazer as necessidades da era em que estamos entrando.
Segundo: desenvolver uma nova interpretação sobre a importância de nutrir o talento individual e uma nova compreensão de como esse talento se manifesta.
Terceiro: precisamos criar ambientes favoráveis nas escolas, locais de trabalhos, e instituições públicas – onde cada indivíduo se sinta inspirado a viver de forma criativa.
Quarta: precisamos garantir que cada indivíduo consiga atuar, ou tenha a chance de atuar na área onde está sua habilidade natural, sua paixão.
Por último: as escolas, ao invés de medir a inteligência dos alunos e classificá-los de acordo, deveriam auxiliá-lo a encontrar o seu tipo de inteligência e encaminhá-lo ao desenvolvimento pleno dessa inteligência, dentro da área de sua habilidade natural.

Compartilhe este texto:
17/02/2012
Porque a escola pode não ser uma boa ideia para seu filho

Certa vez, um grupo de animais, insatisfeito com a dinâmica da floresta, decidiu fundar uma escola na selva. Eles não estavam satisfeitos com o fato de que alguns habitantes da floresta saber voar, mas não saber correr; que outros sabiam correr, mas não sabiam escalar em árvores, e assim por diante.

O grupo então teve uma ideia que achou brilhante: criar um currículo de atividades que incluía corrida, alpinismo, natação e voo e obrigar todos os filhotes da selva  a participar de todos os cursos.

O pato venceu todos os outros animais na natação, era melhor que o próprio professor, e ainda, obteve boas notas em voo, mas não se deu bem em corrida e alpinismo. Teve que se dedicar muito a essas duas disciplinas, razão pela qual abandonou a natação e o voo. De tanto praticar corrida e alpinismo, arrebentou as nadadeiras do seu pé. Com seus pés arrebentados, não conseguia mais nadar direito, tornando-se um nadador médio.

Já em corrida, o coelho era o melhor da turma. Também se deu bem em alpinismo, mas sua auto-estima ficou tremendamente afetada com o seu desempenho vergonhoso na aula de natação e de voo. No fim, saiu da escola convencido que não era bom em nada.

O esquilo era um excelente alpinista. Mas nas aulas de voo, ficou extremamente frustrado. O professor o obrigava a decolar do chão, e não do alto das árvores, como ele sabia fazer naturalmente. De tanto treinar a decolagem do chão, começou a ter câimbras e não conseguiu mais que a média também em alpinismo, seu ponto forte.

O tatu desistiu da escola sem pagar a mensalidade. Afinal, não conseguia aprender nenhuma das disciplinas estabelecidas. Organizou um protesto exigindo que a direção da escola incluísse cavar e farejar no currículo. Pedido que nunca foi aceito.

A média mais alta e, portanto, o título de melhor aluno da escola, ficou com a cobra. Afinal de contas, era a única que conseguia nadar, correr e escalar razoavelmente, além de que, em necessidade, ainda conseguia voar um pouquinho.

Essa fábula, adaptada de A escola dos bichos, de R.H. Reeves, mostra o que a escola vem fazendo com os alunos desde a criação do sistema em vigor. Ao não levar em conta o potencial e a habilidade individual do aluno, expondo todos ao mesmo padrão de ensino, a escola força o aluna se focar nos pontos fracos ignorando o seu talento natural. Ele melhora nos seus pontos fracos, mas atrofia seus pontos fortes, atingindo apenas a média.

Compartilhe este texto:
16/02/2012
Sem compreender isso, será difícil se libertar do medo, da angústia e do ressentimento

Não importa qual o seu passado, ele não existe. O que você pensa ser o passado, na verdade, é apenas uma percepção que você tem sobre a memória que guarda do que aconteceu. O fato não existe mais, o que sobrou é o significado que você escolheu atribuir ao fato. Se você se sente amarrado a eventos do passado, você pode se libertar dessas amarras mudando a percepção que tem sobre esses eventos. Quando você compreender isso, e começar a olhar para dentro de si com essa nova percepção, sua vida terá um novo significado. Você vai se libertar de qualquer amarra psicológica que lhe esteja causando infelicidade, ou que crie suas limitações ou sufoque seu potencial.

Explico: se você possui um ressentimento ou um trauma de algum evento do passado, esse ressentimento ou trauma, não existe no passado. Ele só pode existir na percepção que você possui do passado, no presente, essa percepção só é possível ter no presente. A percepção que você tem do passado precisa passar pelo presente. Então, você pode no presente, mudar sua percepção sobre o passado. O mesmo acontece com o futuro. Qualquer tipo de relação que você possui com o futuro, só pode existir através da percepção que você tem agora sobre o futuro. Medo, angústia, ansiedade e outros sentimentos em relação ao futuro são percepções que você cria no presente, elas não existem no futuro. É você, que através da percepção, dá vida a esses sentimentos. Você pode anulá-los e substituí-los por sentimentos mais apropriados.

Reconhecer esse poder é reconhecer que somos cem por cento responsáveis sobre nossa vida. Quando você é o único responsável sobre sua vida, não pode ser a vítima. A não ser, que você seja sua própria vítima, que quase sempre é o caso. Por isso, as pessoas que aprendem a se relacionar com o tempo, se tornam agentes da transformação. Elas negam o papel de vítimas, são ativas ao invés de reativas e assumem responsabilidade ao invés de culpar os outros, as circunstâncias ou o passado pelos seus resultados.

Leia mais no capítulo O Poder da Percepção, do livro Ninguém Enriquece por Acaso.

Compartilhe este texto:
15/02/2012
Não é a dúvida que nos induz ao erro, é a certeza

É preciso ter um desprezo saudável pelo impossível. Tentar fazer coisas que os outros não ousariam tentar, disse Larry Page, um dos fundadores do Google, ao contar que pretendia baixar todo conteúdo da internet em duas semanas, e que depois de dois anos, havia conseguido baixar somente uma pequena parte.

Larry Page - co-fundador do Google

O que muitos de nós imaginamos como impossível é apenas um limite criado por nós mesmos. Cada um tem uma ideia sobre sua capacidade e é essa ideia que estabelece os limites do que é possível e do que é impossível. Uma vez que criamos uma ideia fixa em nossa mente, passamos a buscar fatos e criar coisas que deem suporte a ela, e a transformamos em uma convicção. Convicções são cercas que nos limitam.

Ninguém consegue viver sem convicções. Precisamos de certezas para funcionar no mundo. Mas precisamos manter a consciência de que convicções são muralhas de conhecimento que nós mesmos criamos, e embora necessárias em certos momentos da nossa vida, precisam ser destruídas e superadas constantemente.

 Se soubermos que nossos limites são impostos por nós mesmos, podemos ampliá-los, estendê-los até onde quisermos. Vemos o mundo pelas lentes das nossas convicções. Precisamos ter consciência que, aquilo em que acreditamos, pode ser ( e quase sempre é) um equívoco.

Sem essa consciência, nossas convicções exacerbam o preconceito, distorcem nossa memória, transformam nossa inteligência em arrogância, criam e perpetuam injustiças, impossibilitam o amor verdadeiro e geram intrigas desnecessárias. Convicções são certezas inquestionáveis que mantemos na mente. O que nos faz pensar de forma errada, não é a dúvida, mas a certeza. Compreender esse processo é o primeiro passo para nos libertar da ignorância.

Compartilhe este texto:
14/02/2012
Uma técnica simples para melhorar a relação com seus filhos, cônjuge e amigos
     
 
 
  Pense na sua conta bancária financeira. Você faz depósitos e cria reservas para sacar em emergências. Se fizer depósitos constantes e poucos saques, você cria uma segurança financeira. Se fizer saques e não fizer depósitos, a conta fica negativa. Agora, imagine que exista uma conta bancária emocional. Assim como a conta do banco mostra sua situação financeira, a emocional mostrará o nível de confiança acumulada nas suas relações afetivas.
           
          Suponha que você tenha uma conta emocional com cada pessoa com a qual você se relaciona. Se você fizer constantes depósitos na conta que possui com certa pessoa, tratando-a com gentileza, cortesia, atenção, respeito e agindo com integridade nos compromissos que assume com ela, você está construindo uma reserva emocional. Sua confiança com essa pessoa cresce e quando precisar fazer um saque, pedindo ajuda, cometendo um erro involuntário ou mesmo chamando a atenção dela, ela irá lhe compreender e perdoar.
     
          Porém, se você tiver o hábito de não cumprir os compromissos que assume com essa pessoa, se agir com indiferença, se tudo que fizer é reprimi-la, tratar com indelicadeza, chamar a atenção, apontar erros e fraquezas, sua conta bancária ficará negativa. Nesse caso, quando você precisar, não terá saldo nenhum na conta, e as portas estarão fechadas para você.
   
             Uma vez que sua conta estiver negativa, qualquer palavra, atitude, ou mesmo o menor gesto pode gerar hostilidade e levar a atitudes defensivas e acusatórias. Sem depósitos freqüentes, qualquer relação se deteriora. Se você tem, por exemplo, um filho adolescente e tudo que você fala para ele são frases como “você sempre está atrasado”, “você come como um animal”, “como pode ser tão imbecil”, “vá arrumar o quarto, seu porco!” e assim por diante, sua conta bancária emocional logo estará no vermelho, seu crédito e sua confiança com ele estarão no zero. O máximo de retorno que você pode esperar é a indiferença.
     
             Mas você pode mudar essa situação. Como? Simplesmente comece a fazer depósitos regulares. Você pode fazer depósitos com um elogio sincero, prestando atenção, mantendo um diálogo harmonioso, sinalizando constantemente pequenos gestos positivos, de apreciação. Assim, aos poucos, você voltará a construir uma conta saudável. Sua confiança vai aumentar lentamente, até obter a segurança outra vez.
     
            O mesmo acontece com todas as suas relações que são importantes para você. Com essa metáfora em mente, você pode fazer um balanço com todas elas. Antes de agir ou dizer alguma coisa, você pode se perguntar: isso é um depósito ou um saque na conta emocional que mantenho com essa pessoa? E você pode, propositalmente, fazer depósitos constantes e evitar qualquer atitude que represente um saque, até obter uma reserva sólida, para que quando você precisar fazer um saque tenha um saldo que não afete a relação.
Compartilhe este texto:
13/02/2012
O erro que cometemos com nossos erros

Quando erramos, a coisa mais simples é admitir o erro e corrigi-lo imediatamente, impedindo que ele ganhe força, se propague e afete negativamente os momentos posteriores. Reconhecer o erro e admiti-lo nos devolve o controle sobre a situação em que falhamos. Não há nada de complicado nisso. Mas essa atitude é tão rara, que quando a praticamos com sinceridade, quase sempre nos tornamos mais fortes e mais confiáveis do que éramos até o momento de cometer o erro. Por isso, pessoas que aprenderam a agir dessa forma, costumam dizer que aprendem tanto com o erro, que ele se tornou uma benção na vida delas.

A receita é muito simples e consiste em quatro passos:
1. Reconhecer o erro
2. Admiti-lo
3. Corrigi-lo
4. Aprender com ele
 
Esses quatro passos transformam qualquer fracasso em sucesso. Afinal, não são nossos erros, mas a forma relapsa com que lidamos com eles que nos levam ao fracasso. Deixar de seguir esses passos é um segundo erro, quase sempre maior que o primeiro, que nos leva a autocomplacência, nos força a buscar desculpas, mentiras, justificativas e por fim, a apontar as fraquezas dos outros para esconder as nossas.
 
Leia mais no capítulo  Foco, Tempo e o Problema do Sentido, no livro O Óbvio que Ignoramos.
Compartilhe este texto:
10/02/2012
Três pecados graves que a escola comete contra os alunos

A escola tem um papel inquestionável na formação de nossa personalidade, caráter e das convicções através das quais vemos a nós e ao mundo à nossa volta durante a vida. Nos anos mais críticos da nossa formação, a escola raras vezes cumpre o papel que supostamente deveria cumprir. Eis três dos pecados graves que ela comete com os alunos.

1. Através da avaliação, quantifica a inteligência do aluno. Dessa forma, rotula o aluno, publicamente, como sendo inteligente ou não. Isso tem dois efeitos: uma vez considerada inteligente, a criança passa a se retrair, porque se ela se expuser, pode colocar sua inteligência em jogo. Se ela for considerada não inteligente, sofre um impacto na sua estima do qual raras vezes consegue se recuperar.

2. Ensina o aluno que errar é a pior coisa que ele pode fazer. Isso tem um impacto devastador quando esse aluno, mais tarde, entrar no mercado de trabalho.  A pessoa que não está preparada para cometer erros com naturalidade não consegue ser criativa; quem não é criativo, dificilmente obterá desempenhos extraordinários.

c) Através da sua grade curricular, didática pedagógica e sistema de avaliação, deixa implícito na cabeça do aluno de que a criatividade não é importante, e que o importante é ter conhecimento acadêmico. O problema é que no mundo atual, e ainda mais no mundo futuro, conhecimento acadêmico tem muito pouco valor. A riqueza está na criatividade.

Compartilhe este texto:
9/02/2012
Uma ideia simples que pode dar novo rumo à sua vida

Certamente, você conhece uma história assim: um amigo ou um conhecido que, sem nenhum motivo específico, simplesmente superou todas as expectativas e se destacou de todo mundo. O que aconteceu? A resposta está em uma palavra: propósito.

Pessoas que se destacam das demais, em algum momento, decidem, de maneira definitiva, o que querem, quando o
querem, porque o querem e como irão consegui-lo. Elas criam um propósito definido para suas vidas.

Mas por que um propósito definido é tão importante? Porque ele cria poder pessoal.

Uma vez que essas pessoas definem um propósito, e se comprometem a atingi-lo, elas organizam todo seu conhecimento e energia em torno desse foco. Ao se focar num único ponto, elas criam o que se chama esforço organizado.

Esse esforço organizado, aos poucos, se transforma em poder pessoal, que  força a realização do propósito definido, independente do seu tamanho.

Poder pessoal e sucesso são praticamente sinônimos. Um emana do outro. Seja em política, religião, esportes, na natureza ou mesmo no pensamento, o poder sempre é o resultado de algum tipo de esforço organizado.

Nas pessoas, esse poder possui dois níveis: o poder particular, fruto da energia que resulta do esforço organizado entre as diferentes forças que integram nossa personalidade. E o poder público, que se origina da energia do esforço organizado da soma harmoniosa de esforços entre duas ou mais pessoas, unidas em busca da realização de um propósito definido.

Saiba mais sobre o assunto no livro O Óbvio que Ignoramos

Compartilhe este texto:
8/02/2012
Entenda o sentimento de inferioridade e liberte-se dele

O sentimento de inferioridade tem uma única origem: a comparação.

Quando nos comparamos, seja pela aparência, atitude ou circunstância; não o fazemos com base nos nossos limites, princípios ou padrões, mas com base nos padrões de outra pessoa. Geralmente, nos comparamos com alguém que consideramos acima ou numa situação melhor do que a nossa.

Nesse caso, sem exceção, ficamos sempre em segundo lugar.

Ao engrandecer o outro, reduzindo a nós menos, criamos nossa própria infelicidade. Por um estranho motivo, pensamos, acreditamos e presumimos que devemos nos comparar a alguma outra pessoa. Ao fazê-lo, muitas vezes, nos sentimos miseráveis​​ e de segunda classe. Por pura bobagem, concluímos que há algo de errado conosco. Desejamos ser o que não somos e que nunca seremos, e nos menosprezamos por isso.

O passo seguinte nesse processo de raciocínio torto é concluir que não somos dignos, que não merecemos a pessoa, o sucesso ou a felicidade que gostaríamos de ter. Sentimos medo e receio de  expressar nossas habilidades e talentos porque pensamos que eles não são bons o bastante.

E tudo isso, porque permitimos ser hipnotizados pela ideia totalmente equivocada de que deveríamos ser como não somos. Esse tipo de comparação é ridícula, uma vez que não existem padrões fixos comuns a todos. Cada um de nós é único e exclusivo.

Então, por que você não decide, a partir de hoje, tirar proveito dessa exclusividade e mostrar o que há de melhor em você?

Compartilhe este texto:
7/02/2012
Como nosso falso eu implica em medo e insegurança

Todos nós, quando a sós, mantemos um diálogo mental com nós mesmos.

O que você diz, para si, nesses diálogos? Como você explica mentalmente seus sucessos e seus fracassos?

 Essas respostas dizem muito sobre os resultados que você obtém na vida. Essa forma de avaliar e julgar a si mesmo cria um padrão, um núcleo mental, o eixo em torno do qual giram todas nossas atitudes.

A maioria de nós subestima a si mesmo, se menospreza e se vende por muito pouco. Precisamos aprender a vigiar esses diálogos internos, aprender a pensar sobre aquilo que pensamos. Precisamos reprogramar nossa imagem.

Mas o objetivo não é criar uma auto-imagem fictícia de alguém todo-poderoso, arrogante, egoísta, cheio de importância, com um complexo de superioridade. Uma imagem assim é tão inadequada e irrealista como a de inferioridade. Na verdade, o complexo de superioridade não existe. Pessoas que agem como se sentissem superiores, no íntimo, sofrem de sentimentos de inferioridade. Sua auto-imagem superior é uma ficção, uma máscara para esconder de si mesmo e dos outros seus sentimentos de inferioridade e insegurança.

Nosso objetivo deve ser encontrar o nosso verdadeiro eu. Para isso, temos que observar, analisar e avaliar a nós mesmos. Ao fazer essas análises de forma honesta e íntegra, rapidamente descobriremos que não somos o que pensamos ser, que aquilo que pensamos ser são apenas opiniões a nosso respeito e que, na verdade, nós somos o ser que pensa e que manifesta essas opiniões.

Compartilhe este texto:
6/02/2012
Como lidar com a sua inteligência

Na postagem de sábado, eu disse que não é a inteligência, mas a maneira como vemos a inteligência que realmente interessa. Esse discernimento sobre nosso intelecto é essencial em todos os domínios da vida. Por quê? Porque ele define nosso nível de inteligência. Basicamente, há duas maneiras de ver a inteligência:

1. Como uma característica fixa e pré-estabelecida. Nesse caso, nascemos com um determinado grau de inteligência e teremos de viver com ele pelo resto dos nossos dias.

2. Como um potencial que pode ser desenvolvido. Nesse caso, a largada não importa tanto. O que realmente fará a diferença é a evolução do dia a dia, o estímulo que você dará ao cérebro ao longo da vida. A dedicação e o esforço com o qual você alimenta sua inteligência.

Para Michelangelo, sua genialidade não foi nada além do que o resultado de sua dedicação incomum

A diferença entre esses dois pontos de vista é definitiva em tudo aquilo que você fará. Por mais elevado que seja o seu QI, se você acreditar que a inteligência é fixa, cada vez que cometer um erro, a conclusão inevitável será: “eu não sou tão inteligente assim”. Você acaba se recriminando, duvidando da sua inteligência, criando resistência até que, a certa altura, acaba desistindo do seu propósito muito antes do tempo.

Ao contrário, se acredita que a inteligência é um fator que pode ser desenvolvido, saberá que o esforço compensa, o erro passará a ser algo momentâneo, entenderá que falhar sempre é resultado da falta de preparo. Com essa visão em mente, você saberá que no futuro, se estiver melhor preparado, o fracasso poderá ser transformado em vitória. Nesse caso, é mais fácil admitir nossos erros e retomar nosso caminho.

Por isso, ao invés de elogiar a inteligência do seu filho, elogie o esforço. Mostre que o resultado sempre é uma consequência do empenho. Afinal, foi isso que Michelangelo quis dizer quando disse, logo após concluir Pietá, que se as pessoas que o consideravam um gênio soubessem o quanto ele teve que se esforçar para chegar onde chegou, não o considerariam um gênio.

Saiba mais no livro Ninguém Enriquece por Acaso(Lua de papel, 2011).

Compartilhe este texto:
4/02/2012
Por que as crianças inteligentes quase sempre se perdem no caminho do sucesso?

Quando rotulamos uma criança de inteligente, duas coisas geralmente acontecem:

1) Ela deduz que nasceu com inteligência superior a de seus colegas e por isso supõem que não precisa se esforçar muito.

2)Ela evita de se expor a tarefas mais difíceis porque, se falhar, acredita que colocará em risco seu conceito de inteligência superior.

 Com o passar dos anos, esses dois fatores anulam qualquer vantagem no nível de inteligência que uma criança possa ter sobre a outra, que se dedica e que se expõe a desafios mais difíceis.

 No livro O Óbvio que Ignoramos, chamo esse fenômeno de O paradoxo da inteligência. Ou seja: não é a inteligência, mas a maneira como vemos a inteligência que realmente interessa.

Compartilhe este texto: