9/05/2012
O dinheiro como raiz de todos os males e outras ignorâncias humanas

Uma equipe de pesquisa da universidade de Michigan realizou um estudo, anos atrás, sobre o que mais afeta a vida das pessoas. Veja três das constatações desse estudo:

1. Com o que as pessoas mais se preocupam?  Dinheiro.

2. O que traz mais felicidade as pessoas?  Dinheiro.

2.  O traz mais sofrimento as pessoas? Dinheiro.

Por mais desenvolvida espiritualmente que uma pessoa seja, sem resolver o enigma do dinheiro, ela não conseguirá manter seu espirito elevado por muito tempo. O dia chegará em que ela tenha que pagar suas contas. Gandhi, muitas vezes considerado o símbolo máximo da pobreza, exigia elevadas somas de dinheiro para fazer suas caminhadas descalço pela Índia. Um de seus correligionários, certo dia, exausto e cansado de peregrinar atras de coletas, reclamou dizendo que custava dinheiro demais manter Gandhi na pobreza.

Muitos religiosos, fazendo uma interpretação errada da Bíblia, afirmam que “o dinheiro é a raiz de todos os males”.  Na verdade, isso nunca foi dito. O que o apóstolo Paulo diz,  em 1Tm 6.6-10, é que “o AMOR ao dinheiro é a raiz de todos os males”.  O dinheiro é imparcial, inocente. É o amor, o apego, a consciência que temos sobre o dinheiro que pode se tornar a causa de muitas limitações, e por isso, quase sempre, a raiz do mal.

Pode-se dizer, da mesma forma, que uma consciência correta em relação ao dinheiro é a raiz de toda bondade, de toda expressão divina. Como pode o dinheiro ser a raiz de todo o mal se ninguém, mesmo pessoas espirituosas conseguem viver sem ele. Foi o dinheiro quem suportou o extraordinário trabalho de Madre Teresa, nas ruas de Calcutá. Jesus Cristo e seus discípulos eram suportados por pessoas com dinheiro. No evangelho de Lucas, 8.3-4, diz que certas mulheres ajudavam a sustentar Jesus com os seus bens.  As figuras bíblicas, todas elas, eram símbolos de prosperidade.

Precisamos eliminar o conceito negativo e hipócrita que criamos em torno do conceito de dinheiro. O dinheiro é bom. Dinheiro é Deus em ação. Ninguém precisa se sentir culpado por desejar ou ter dinheiro. Ele nada mais é que o fluxo criativo de uma atividade divina. Uma extensão do caráter da pessoa que o usa.

Parece lógico que dinheiro sempre representa abundância. Que pessoas que possuem muito dinheiro são apegadas a ele. Mas quase sempre é o contrário. Para muitas pessoas, ele é o símbolo da escassez. É o pensamento de escassez que bloqueia o fluxo do dinheiro e revela, por si só, nosso apego a ele.  Quando nos apegamos ao dinheiro, ele se torna escasso, não importa a quantia que tivermos,  e quando isso acontece, ele realmente se torna a raiz de todo tipo de problemas.

Leia mais em Ninguém Enriquece por Acaso

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